sábado, 27 de maio de 2017

As 20 músicas mais ouvidas em Natal pelo Spotify


The Sound of Natal BR
De The Sounds of Spotify


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1. Chubenrá

ChubenGirls•Chubenrá

2. A Lista

Aviões do Forró•Voando Alto

3. Liguei o Rádio

Aviões do Forró•Voando Alto

4. Inquilina

Aviões do Forró•Voando Alto

5. E Aí Bebê

Kaya Conky•E Aí Bebê

6. Foda Louca

Aldair Playboy•Baile Transa Reggae

7. Vai Toma

Aldair Playboy•Baile Transa Reggae

8. Vai Sentando e Não Para

Aldair Playboy•Baile Transa Reggae

9. Guerra de Travesseiro - Ao Vivo

Jonas Esticado•Jonas Esticado (Ao Vivo)

10. Com Amor Não Se Brinca - Ao Vivo

Jonas Esticado•Jonas Esticado (Ao Vivo)

11. Deixa Pra Lá

Plutão Já Foi Planeta•A Última Palavra Feche a Porta

12. Me Leve

Plutão Já Foi Planeta•A Última Palavra Feche a Porta

13. Mesa 16

Plutão Já Foi Planeta•A Última Palavra Feche a Porta

14. Corona

Jonas Esticado•Corona

15. Laranjinha

Saia Rodada•Saia Rodada

16. Se Repete A Cena

Solteirões do Forró•Se Repete A Cena

17. Destá - Ao Vivo

Dorgival Dantas•Simplesmente Dorgival Dantas (Ao Vivo)

18. Então Vai

Avine Vinny•Então Vai

19. Pode Chorar - Ao Vivo

Dorgival Dantas•Simplesmente Dorgival Dantas (Ao Vivo)

20. Carta Branca

Magníficos•Campeões do Forró, Vol. 02

Críticas de ONU e CIDH sobre repressão policial motivam repúdio do governo

AFP

AFP / EVARISTO SAExército brasileiro em Brasília, no dia 25 de maio de 2017

O governo expressou seu "repúdio" nesta sexta-feira (26) às críticas "tendenciosas" emitidas por órgãos de defesa dos direitos humanos da ONU e da Organização dos Estados Americanos (OEA), após as recentes intervenções policiais para reprimir protestos.

"O governo brasileiro repudia, nos mais fortes termos, o teor desinformado e tendencioso do comunicado conjunto de imprensa emitido hoje [sexta-feira] pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)", informou o Itamaraty em um comunicado.

"Causa espanto a leviandade com que o ACNUDH e a CIDH fantasiosamente querem induzir a crer que o Brasil não dispõe de instituições sólidas, dedicadas à proteção dos direitos humanos e alicerçadas no estado democrático de direito", prossegue o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O ACNUDH e a CIDH condenaram nesta sexta-feira "o uso excessivo da força por parte da Polícia Militar para reprimir protestos e manifestações no Brasil", assim como "a violência policial em operações de segurança no espaço urbano e no marco do conflito de terras".

As duas entidades "instaram" o Estado brasileiro a "garantir o estrito cumprimento dos princípios gerais de legalidade, proporcionalidade e absoluta necessidade no uso da força em contextos de protesto social" e excluir "as armas de fogo (...) dos dispositivos utilizados" nessas ocasiões.

As duas organizações também "urgem as autoridades a investigar esses fatos e outros atos de violência, a fim de identificar e punir as pessoas responsáveis".

Na última quarta-feira (24), milhares de pessoas convocadas por sindicatos e partidos de esquerda tomaram a Esplanada, em Brasília, pela saída do presidente Michel Temer e contra as reformas trabalhista e da Previdência.

Grupos provocaram destruição em vários ministérios, dando lugar a uma violenta intervenção policial, que deixou 40 feridos, pelo menos um a bala.

Na própria quarta, Temer convocou o Exército para a "garantia da lei e da ordem" no Distrito Federal, recuando no dia seguinte, diante da série de críticas recebidas de diferentes setores da sociedade.

Críticas 'cínicas' e 'de má-fé'

A Polícia também foi criticada pela violenta operação no domingo (21) para desmontar a Cracolândia, em São Paulo.

Em sua resposta, o Itamaraty "lamenta que a ação das autoridades de São Paulo (...) seja capitalizada pela nota, cinicamente e fora de contexto, para fins políticos inconfessáveis".

O comunicado conjunto do ACNUDH e da CIDH se referiu, ainda, a uma intervenção policial que, na quarta-feira, deixou dez mortos em uma fazenda do Pará, durante uma investigação criminal, segundo a versão oficial, mas no âmbito de um conflito agrário, segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT).

"Recebeu-se informação preocupante sobre o uso recorrente da violência no marco do conflito agrário, em especial contra trabalhadores sem-terra", apontam as entidades.

Itamaraty afirma que a nota "beira a má-fé", com acusações sobre o conflito no Pará. Além disso, o incidente "já está sendo apurado por autoridade competente no quadro da legislação brasileira".

O plano dos EUA para "aniquilar o EI" – e suas consequências

DW

Trump anuncia estratégias militares mais agressivas para combater jihadistas do "Estado Islâmico" no Oriente Médio. Mas mudança tática pode pôr em risco a vida de civis e agravar deslocamentos, alerta especialista.


Combates por Mossul, no Iraque, já causaram milhares de mortes civis


Os Estados Unidos prometeram perseguir mais agressivamente o grupo jihadista "Estado Islâmico" (EI) na Síria, cercando e matando tantos milicianos quanto possível, como parte de uma mudança de suas táticas militares com o fim de impedir que combatentes estrangeiros retornem a seus países.

A "campanha de aniquilação" – anunciada pelo Pentágono em 19 de maio, depois de o presidente Donald Trump ter aprovado partes de uma revisão da estratégia militar americana – reverte táticas anteriores que permitiam combatentes do EI escaparem de seus bastiões.

Trump ordenou uma "mudança tática, de forçar o EI a deixar seus territórios capturados, num combate de desgaste, para cercar o inimigo em suas fortalezas e o aniquilar ali mesmo", informou o secretário americano de Defesa, Jim Mattis.

"A intenção é evitar que combatentes estrangeiros que escaparam retornem para casa", pois podem vir a realizar ataques na Europa e em outros lugares. Milhares de jihadistas estrangeiros foram retirados da zona de batalha na Síria e no Iraque, mas cerca de 14 mil ainda permanecem, segundo dados da Interpol.

Civis em perigo

A mudança tática traz a ameaça de que Washington arriscará causar mortes de civis e mais deslocamento em larga escala ao perseguir ganhos militares mais rápidos. E, à medida que a campanha anti-EI progredir, os maiores riscos estratégicos dos EUA podem aumentar as cisões étnicas, sociais e sectárias no longo prazo, com potencial de fortalecer os extremistas, alertam especialistas.

"A mudança de abordagem do governo Trump reflete uma avaliação de que a principal ameaça representada por combatentes sobreviventes do EI provém dos que vieram da Europa e poderiam retornar ao continente para perpetrar atos de violência. Se essa avaliação estiver correta, então eliminá-los no Iraque e na Síria poderia fazer sentido", admite Joost Hiltermann, diretor para o Oriente Médio e Norte da África da ONG International Crisis Group.

"Há outra análise que considera o EI uma organização com raízes e liderança primariamente sírias e especialmente iraquianas. Nesse caso, a erradicação de seus combatentes, com altos custos de vidas civis e destruição de áreas civis, pouco faria para erradicar o sentimento político que deu origem ao EI em primeiro lugar, e prepararia o caminho para a ascensão de um EI versão 2.0 – possivelmente uma forma ainda mais virulenta", acrescenta Hiltermann.

Anteriormente, Trump já delegara maior autoridade aos comandantes para conduzirem operações militares mais agressivas e pontuais contra o "Estado Islâmico". A decisão veio em resposta a críticas de que o governo Barack Obama "microgerenciou" operações militares e se absteve de medidas que poderiam resultar em grande número de vítimas civis.

A ampla liberdade concedida aos militares americanos parece ter aumentado a cifra de civis mortos. O grupo de monitoramento Airwars registrou, só em março, quase 1.800 mortes de civis em ataques aéreos da coalizão liderada pelos EUA na Síria e no Iraque – três vezes mais do que em janeiro. Os números do Pentágono são bem menores: segundo o órgão militar, menos de 400 pessoas teriam morrido desde o início da operação americana no Oriente Médio, em 2014.

Luta por Mossul

A mudança na estratégia americana coincide com o anúncio de que, desde junho de 2014, a coalizão internacional chefiada por Washington, apoiada por forças terrestres no Iraque e na Síria, teria libertado 55% do território antes ocupado pela milícia jihadista.

Centenas de milhares de civis, a maioria árabes sunitas, foram deslocados tanto na Síria como no Iraque, nesse processo, aumentando a perspectiva de transformações demográficas a longo prazo e de ressentimentos latentes entre a população.

Em sete meses, com apoio dos EUA, a ofensiva do Exército iraquiano e dos curdos peshmerga já retomou das mãos do EI quase 90% de Mossul, a segunda cidade maior do Iraque.

A tentativa de reconquistar o território tem sido complicada pelos franco-atiradores e homens-bomba do EI, bem como por seu uso de escudos humanos. Centenas de civis foram mortos ou feridos, inclusive em ataques aéreos realizados pelas forças americanas, grandes áreas da cidade estão destruídas.

Mais de 700 mil pessoas foram deslocadas, de acordo com as Nações Unidas. Na terceira semana de maio, a organização internacional advertiu que outros 200 mil civis podem ser forçados a deixar suas casas, enquanto as forças de segurança prepara uma ofensiva final para erradicar o EI da parte antiga da cidade.


Tanques turcos participam de investida contra o EI na Síria

Árabes versus curdos na investida sobre Raqqa

A oeste e sudoeste de Mossul, grupos paramilitares xiitas conhecidos como unidades de mobilização popular, em coordenação com o Exército iraquiano, cortaram a rota de fuga do EI para a Síria, cercando os milicianos num enclave a oeste de Mossul.

À medida que o EI é pressionado no Iraque, as Forças Democráticas Sírias (SDF), apoiadas pelos EUA, preparam uma ofensiva contra a autodeclarada capital do grupo extremista, Raqqa, seguida de um possível ataque pelo vale do rio Eufrates abaixo, em direção à fronteira iraquiana.

O plano é complicado pela presença de forças do regime sírio em Deir ez-Zor. Paralelamente, o Exército iraquiano avançaria em direção à fronteira. A batalha por Raqqa promete ser longa e sangrenta: dezenas de milhares dos mais de 200 mil residentes poderão ser obrigados a se deslocar, e muitos, ser mortos.

As SDF têm cerca de 50 mil soldados, incluindo curdos, árabes, turcomanos e cristãos, mas são dominadas pela milícia curda Unidades de Defesa Popular (YPG), uma ramificação do grupo militante curdo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que luta contra o governo turco há quase quatro décadas, sendo classificado como terrorista por ele.

As Forças Democráticas foram formadas em 2015, por incentivo dos Estados Unidos, tanto para atender às preocupações da Turquia sobre a dominância das YPG, como para dar um rosto árabe a quaisquer forças que liberem o território predominantemente árabe sunita, ao sul de regiões predominantemente curdas.

"Os americanos estão falando sobre táticas, mas a estratégia se baseia em os EUA confiarem numa milícia curda para, como dizem, 'libertar' áreas quase puramente sunitas e árabes em nome da luta contra o EI", diz Khaled Yacoub Oweis, do Instituto Alemão para Assuntos Internacionais e de Segurança (SWP).

Mas, para a população local, as YPG estão no mesmo nível do "Estado Islâmico" e do regime de Bashar al-Assad, adverte o especialista. "Os EUA estão lançando as bases para uma guerra étnica de longo prazo na Síria, enquanto os curdos vão se apropriando de terras do território árabe."

A expectativa é que as YPG liderem a ofensiva contra Raqqa, enquanto as autoridades americanas afirmam que os componentes árabes das SDF manterão o controle depois que a cidade for liberada. A questão é se os curdos sírios vão realmente entregar o poder do que restar da Raqqa pós-EI.

Opinião: Temer, o presidente que uniu o Brasil

DW

Não é cínico dizer que Temer cumpriu sua promessa de unir os brasileiros, talvez não pelos melhores motivos. Mas seu caso pode ajudar o Brasil a recuperar a confiança nas instituições, opina o jornalista Jan D. Walter.


Jan D. Walter é jornalista da redação alemã da DW


Quando assumiu o cargo da presidente afastada Dilma Rousseff, no começo de maio de 2016, Temer prometeu unir o país. Mas nem ele mesmo deveria saber o quão sério falava e quanto estava disposto a mobilizar nesse esforço. Certo é que ele não tinha em mente um inquérito contra si por suspeita de corrupção.

E foi justamente isso que uniu nada menos que 95% dos brasileiros contra ele. Os 5% restantes provavelmente devem se manter ao seu lado por razões de Estado, pelo desejo de continuidade política ou por outros motivos menos ideológicos – e não por alguma lealdade genuína.

Vale lembrar que o presidente do Brasil já era recordista de impopularidade quando, na segunda quinzena de maio, um jornal o acusou de corrupção. Segundo a reportagem, ele concordou com os donos do maior conglomerado de carne do mundo, Joesley e Wesley Batista, sobre o pagamento de um valor de seis dígitos para comprar o silêncio do seu colega de partido Eduardo Cunha, condenado por corrupção.

A denúncia partiu dos próprios empresários, que entregaram à Procuradoria-Geral da República uma gravação do diálogo em questão. O fato de que o presidente precisou de vários dias para afirmar que a gravação da conversa era falsa não ajudou a tornar seu discurso de defesa mais crível. E os brasileiros passaram a ver a questão assim: o presidente precisa deixar o cargo – e, mais especificamente, ir direto para a cadeia.

Isso seria uma bênção para o Brasil. Isso porque provaria mais uma vez o que tem se tornado mais e mais evidente nos últimos tempos: nem influentes criminosos conseguem mais escapar da Justiça. Atualmente, parece que todo mundo está tentando salvar a própria pele. Isso é evidenciado pelo próprio caso do presidente: por que os barões da carne teriam entregado Temer para a Justiça?

Temer acusa os irmãos Batista de terem embolsado alguns milhões com as turbulências cambiais que vieram na esteira da denúncia – algo que eles podiam antecipar. Mas essa não foi a principal motivação deles. Afinal, o testemunho deles também provocou desgaste para eles próprios. É mais provável que em meio a essa grande faxina da Justiça e devido ao passado deles, eles tenham decidido que era melhor fazer um bom negócio antes de ir para o banco dos réus. Tudo seguindo lema: quem dedurar primeiro, se sai melhor. É o que no Brasil se chama de delação premiada.

Um requisito para que Temer se torne o primeiro ex-presidente a ir parar na cadeia deve ser, é claro, um processo íntegro. Sua culpa deve ser impecavelmente determinada – correndo o risco de que, no final, Temer saia impune.

Isso porque mais um caso em que a Constituição é violada para derrubar um chefe de Estado indesejado – como aconteceu na deposição de Dilma –, na melhor das hipóteses só faria com que o Estado brasileiro se tornasse mais popular entre a população no curto prazo.

No entanto, se se quiser que, pela primeira vez em muito tempo, a maioria dos brasileiros tenha confiança nas instituições, é preciso um limpo e, talvez ainda mais importante, transparente processo.

Porque, independentemente do veredicto, não se pode deixar espaço para ideólogos que se aproveitem do caso para seus objetivos políticos e que poderiam fazer com que os brasileiros voltem à estaca zero. Se a Justiça brasileira for bem-sucedida nisso, o caso de Temer pode unir os brasileiros para valer.

A corrida silenciosa pelo Planalto

DW

Os nomes que circulam no meio político e empresarial como possíveis sucessores de Temer, caso o governo não resista, e o Congresso tenha que escolher um novo mandatário em eleições indiretas.


O presidente Michel Temer (PMDB) afirmou reiteradas vezes a jornalistas e políticos próximos que não pretende renunciar ao cargo. Porém, a continuidade de seu governo já é descartada até por seus aliados próximos, como os políticos do PSDB.

O momento é de extrema tensão e instabilidade política no Brasil, e as negociações para uma eventual eleição estão a todo vapor. O PSDB quer tentar uma sucessão negociada com o PMDB, mas os ruídos entre os dois partidos começa a aumentar.

Há também tentativas de alguma interlocução suprapartidária, incluindo conversas com o PT. A chance de uma coalizão que envolva PSDB e PT, neste momento, é nula.

A manutenção do governo Temer, neste cenário, depende da postura dos tucanos. Se o PSDB deixar o governo Temer, é inviável a sua manutenção no cargo até dezembro de 2018.

Até o momento, há maiores chances de o Congresso escolher o sucessor de Temer (em caso de renúncia ou cassação) e poucas chances de os parlamentares votarem a emenda constitucional que estabeleceria a escolha por via direta, ou seja, o voto da população. 

Pela atual configuração partidária e simpatias políticas dos parlamentares, não se pode contar com a eleição de um nome que venha dos partidos do campo da oposição, como Luiz Inácio Lula da Silva. Nos últimos dias começaram a vir à tona conversas sobre uma possível participação de Lula na eleição indireta.

Os possíveis nomes:

Fernando Henrique Cardoso

O nome do ex-presidente da República foi o primeiro a ser colocado nas rodas de conversas de dirigentes do PSDB, que contaram com a participação do próprio tucano, para discutir o futuro do país em caso de queda de Michel Temer.

A favor de seu nome, além da experiência, estaria a capacidade de conduzir com moderação uma espécie de pacto social para acalmar o país. Porém, a idade (85 anos) e a resistência da família fizeram o ex-presidente e seu partido buscarem outras saídas negociadas. Além das questões de foro íntimo, FHC seria um nome alvejado pelos partidos do campo de esquerda e movimentos sociais ligados ao PT. Essa resistência criaria obstáculos, por exemplo, para a retomada de votações no Congresso.

Tasso Jereissati

Com a hecatombe tucana, o senador cearense, que governou o Estado do Ceará por duas vezes, foi convocado às pressas para assumir o comando do PSDB diante da decadência política de Aécio Neves.

Empresário bem-sucedido, do Grupo Jereissati, o cearense já foi muito próximo dos ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor de Mello. O nome de Tasso é visto com simpatia no PSDB e, sobretudo, por setores do mercado. Porém, é forte a resistência do PMDB, que não aceita dar o comando do país a um tucano. Um nome do PSDB poderia também sofrer forte rejeição popular, já que na eleição de 2014, em que Dilma Rousseff foi eleita, o PSDB, que tinha Aécio Neves como candidato, foi derrotado.

Nelson Jobim

O nome de Jobim já aparece como um possível candidato à presidência em 2018 desde o ano passado, quando ficou evidente a queda de Dilma Rousseff.

Jobim é filiado ao PMDB e foi ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso (de 1995 a 1997) e ministro da Defesa no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2007). Parlamentar experiente, constituinte, Jobim foi ainda ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) por quase uma década. De todos os nomes mencionados até o momento, é o único que não sofreria tanta resistência interna do PT, ainda que veladamente. Na tarde de quarta-feira (24/05), Jobim participou de almoço com investidores do Banco BTG Pactual, do qual é sócio, e teria dito que não quer abraçar a missão, segundo a revista Piauí. O nome dele, porém, segue na bolsa de apostas. O obstáculo central é a ligação profissional de Jobim com o banco de André Esteves, preso na Lava Jato no ano passado, e também com empreiteiros investigados na mesma operação.

Rodrigo Maia

Presidente da Câmara e filiado ao DEM, Maia conseguiu chegar ao cargo com aval do presidente Michel Temer.

É o nome mais rejeitado pelos tucanos, mas conta a seu favor ter a simpatia do chamado Centrão, o grupo político mais fisiológico, que era ligado a Eduardo Cunha, e que migrou para a base aliada de Michel Temer. Para o PSDB, o nome de Rodrigo Maia não agrega e vai gerar forte instabilidade, uma vez que há inquérito contra ele tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF). Maia não é réu. É apenas investigado na Operação Lava Jato, mas a instabilidade política e a extensão das investigações recomendam prudência e que se evite colocar no comando do país qualquer nome sob o qual pairam mínimas suspeitas.

Henrique Meirelles

Atualmente no PSD, o político aparece como o fiador do mercado e da possibilidade de manter a economia minimamente sob controle.

Ministro da Fazenda de Michel Temer, ele ocupou o cargo de presidente do Banco Central no governo Lula. Meirelles sempre sonhou com a Presidência da República e era um dos nomes articulados por Lula para ser vice de Dilma Rousseff. Foi abatido dentro do próprio PMDB e por Temer. O problema central para que seu nome seja visto como uma possibilidade real de sucessão é a sua ligação com o grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Ele foi contratado em março de 2012 para presidir o conselho consultivo da holding e estruturar um modelo de governança corporativa. A ligação com Joesley Batista, o delator que implicou Temer, torna inviável o apoio ao nome dele por parte de setores do PMDB e do próprio PSDB.

Pedro Simon

Ex-senador, do PMDB, Simon sempre foi visto como um exemplo de ética dentro do Congresso, onde permaneceu por quase três décadas. Seu nome começou a ser aventado dentro do PSDB e do PMDB nos últimos dias. O peemedebista, porém, também teria a idade a seu desfavor: Simon tem hoje 87 anos.

Cármen Lúcia

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o nome da mineira apareceu logo nas primeiras horas após a bomba contra Temer estourar. A ministra do STF, porém, não é filiada a nenhum partido político (o que pode se tornar um impeditivo para que possa concorrer) e já deixou claro que não pretende abandonar a magistratura.

terça-feira, 23 de maio de 2017

"Gênio da Cibersegurança" de 11 anos mostra como é fácil roubar dados

TG


"Gênio da Cibersegurança" de 11 anos mostra como é fácil ser roubada informações.

"Ciber Ninja" é a alcunha de Reuben Paul, uma criança de 11 anos que deixou uma audiência em Haia,Holanda, completamente estupefata durante uma conferência sobre cibersegurança. Sentada frente a Reuben estava uma plateia de especialistas no tema.


E o que fez o "Ciber Ninja"? Usou o seuportátil e ligou-o a um mini-computador chamado Raspberry Pi, um pequeno aparelho do tamanho de um cartão de crédito. Daí, pesquisou na sala quem tinha o bluetooth ligado e, para espanto de todos, conseguiu "roubar" dezenas de números de telefone.


Depois, usou um urso de pelúcia que tinha também uma funcionalidadebluetooth e capacidade para gravar e transmitir mensagens, explicou o "The Guardian". Recorrendo a uma linguagem de programação chamadaPython, conseguiu aceder ao brinquedo e, através de um dos números que "roubou" da plateia, gravou uma mensagem no mesmo.


O "rapto" do ursinho de pelúcia teve como objetivo demonstrar que tudo o que está ligado à Internet pode "tornar-se numa arma", explicou o jovem.


"De exterminadores a ursos de pelúcia, qualquer coisa e qualquer brinquedo pode tornar-se numa arma", disse depois de concluir o processo, que demorou apenas alguns minutos.


À agência France Press, o "Ciber Ninja" de 11 anos explicou que a "maioria das coisas que estão conectadas à internet têm uma funcionalidade bluetooth"."Basicamente, eu mostrei que podia conectar-me, enviar ordens, comandos e gravar áudio", afirmou.


"Tudo o que temos em casa com internet, que usamos no nosso dia-a-dia, como os carros, ou até as luzes do frigorífico, tudo pode ser conectado e usado com arma para nos espiar e causar danos", explicou ainda.


Para Reuben, o perigo vem do fato de poderem ser roubadas informações privadas, palavras passe, ou até a possibilidade de, através de GPS, poder-se saber exatamente onde está uma pessoa. Natural de Austin, Texas, nos EUA, Reuben tem já uma empresa sem fins lucrativos, a CyberShaolin. O objetivo desta é alertar para os perigos das falhas ao nível da cibersegurança. Paul pretende ainda formar-se na área no MIT ou na CalTech, duas das mais prestigiadas universidades norte-americanas. [ Fonte: The Guardian ]

MPF denuncia Lula em caso de sítio

DW

Procuradores da força-tarefa da Lava Jato afirmam que ex-presidente é verdadeiro proprietário do imóvel em Atibaia. Lula e outros doze, entre eles donos de empreiteiras, são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro.

Essa é a sexta denúncia apresentada contra o ex-presidente


O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta segunda-feira (22/05) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas investigações que envolvem um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo. Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato acusam o petista de corrupção e lavagem de dinheiro.

O MPF afirma que o ex-presidente seria o verdadeiro dono do sítio e teria se beneficiado de mais de 1 milhão de reais em obras feitas no local. O imóvel teria sido adquirido por empreiteiras com recursos desviados da Petrobras e repassado a Lula como vantagem ilícita.

Além de Lula, os procuradores indiciaram ainda os empreiteiros Marcelo Odebrecht, Emílio Odebrecht, Léo Pinheiro, além do pecuarista José Carlos Bumlai e diversos funcionários das construtoras Odebrecht e OAS. Os 12 indiciados são acusados de lavagem de dinheiro e corrupção ativa ou passiva.

Cabe agora ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações em primeira instância da Operação Lava Jato, decidir se aceita ou não as denúncias.

Essa é a sexta denúncia apresentada contra o ex-presidente, e a quarta na Operação Lava Jato. Lula já é réu em cinco ações penais que correm na Justiça comum, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução da Justiça, tráfico de influência e organização criminosa.

Governo cancela jantar no Alvorada por medo de baixa adesão da base

Planalto deve fazer uma nova tentativa de reunir a base num jantar nesta segunda-feira, 22

Isabela Bonfim e Isadora Perón, O Estado de S.Paulo

Michel Temer conversa com os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, no Palácio do Jaburu. Foto: Dida Sampaio/Estadão


BRASÍLIA - O presidente Michel Temer decidiu cancelar o jantar que estava programado para ser realizado no Palácio da Alvorada na noite deste domingo, 21, por causa do risco de baixa adesão de parlamentares da base. Pela manhã, o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), encaminhou um convite, em nome de Temer, para um jantar com ministros e líderes dos partidos da base aliada no Senado e na Câmara numa tentativa de demonstrar apoio ao governo após o agravamento da crise política com a delação de executivos da JBS.

Ao longo da tarde, líderes começaram a avisar que não haveria o evento. "O jantar foi cancelado. Muitos não conseguiram voo. Teremos uma reunião com quem estiver aqui", informou o líder do PMDB Baleia Rossi (SP). O Planalto deve fazer uma nova tentativa de reunir a base num jantar nesta segunda-feira, 22.


Alguns parlamentares tentavam voltar a Brasília, mas tiveram dificuldade. Foi o caso do líder da maioria da Câmara, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), que ficou parado no aeroporto de Vitória por causa da chuva.


Auxiliares do presidente minimizaram a mudança da agenda. "Não tem jantar, nem solenidade. Quem estiver aqui em Brasília, vai passar pelo Palácio da Alvorada para conversar. Não tem nada programado. E, no domingo, sabemos que tem muito pouca gente na cidade", afirmou ao Estado o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

O ministro disse ainda que estava ligando para as lideranças dos partidos da base ao longo do dia e chamou o encontro de "reunião informal".

Durante todo o dia de domingo, Temer recebeu ministros, auxiliares e parlamentares no Alvorada. A agenda começou logo cedo, ainda no Palácio do Jaburu, onde o peemedebista recebeu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco (Secretaria-Geral de Governo).

O jantar estava sendo visto como uma “reunião de coordenação”. Até o momento, o presidente tem conseguido conter uma debandada na base aliada. O PSB decidiu neste sábado pedir a renúncia de Temer e convocações de eleições diretas, mas o único ministro do partido, Fernando Filho, de Minas e Energia, foi ao encontro do presidente no Alvorada neste sábado acompanhado do pai, o senador Fernando Bezerra Coelho. O PPS voltou atrás do rompimento, apesar do pedido de demissão do ministro da Cultura, Roberto Freire.

Os dirigentes e líderes partidários do PSDB e DEM cancelaram a reunião que estava agendada para este domingo, em Brasília, para discutir o apoio ao governo Temer. Segundo a Coluna do Estadão, o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), telefonou para o presidente em exercício do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). Eles acertaram o cancelamento para evitar especulações de que estariam discutindo desembarcar juntos do governo Temer.