domingo, 17 de junho de 2018

Cópia de carta de Colombo regressa a casa




De Joao Duarte Ferreira


Cópia de carta de Colombo regressa a casa



Afinal há histórias que acabam em bem. Na quinta-feira, o Vaticano recebeu a cópia original de uma carta com 525 anos enviada por Cristovão Colombo à Santa Sé quatro meses depois da chegada à América. O original foi escrito em espanhol e foram efetuadas várias traduções para latim. Uma destas cartas encontrava-se nos arquivos do Vaticano. No entanto, em 2011, um perito norte-americano recebeu uma carta de Columbo que declarou autêntica após um exame minucioso,


No ano anterior o mesmo perito estudou uma carta de Columbo no arquivo do Vaticano que acabaria por declarar como falsa. O caso acabaria por passar para as autoridades norte-americanas que deram início às investigações em conjunto com peritos do Vaticano.

As investigações concluiram que o original havia sido vendido a um negociante de livros raros por Marino Massimo De Caro, que as autoridades norte-americanas descrevem como "um ladrão de livros italiano notável" que se encontra detido em Itália.

Na cerimónia de entrega da cópia original esteve presente a embaixadora norte-americana na Santa Sé, Callista Gingrich, assim como outras figuras destacadas do Vaticano.

Os peritos afirmam que a carta vale cerca de um milhão de euros.

Brasil: diesel não chega às bombas menos R$ 0,46 depois de paralisação

Gazeta News



Quase 20 dias depois da paralisação dos caminhoneiros e pela segunda semana consecutiva, o preço do diesel nas bombas dos postos brasileiros ainda não refletiu a redução média de R$ 0,46 por litro realizada nas refinarias e acordada pelo governo para dar fim à greve de 11 dias nas estradas.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), houve redução, mas ainda é um reflexo de estoques antigos e não do acordo.

O valor médio do diesel nos postos brasileiros atingiu uma média de R$ 3,434 por litro nesta semana, queda de 1,4% em relação aos R$ 3,482 registrados na semana anterior.

Além disso, para que o corte total firmado no acordo chegue ao consumidor final, muitos estados ainda precisam reduzir o preço de referência para a cobrança do ICMS.

A queda de alguns centavos é resultado do programa de subsídios ao combustível que fez parte do acordo.

Gasolina

A gasolina registrou preço médio nos postos de R$ 4,572 nesta semana, queda de 3 centavos, se comparada ao preço da semana anterior, segundo dados da ANP. A Petrobras permanece administrando reajustes quase que diários, seguindo indicadores internacionais, como o preço do barril do petróleo e o dólar.

Com informações da Agência Brasil.

Calote brasileiro no Mercosul deve acabar, diz deputado

SPUTNIK

A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (RBPM) informou nesta semana que os atrasos em pagamentos e repasses do Brasil ante organismos dos Mercados Comum do Sul (Mercosul) já passaram de US$ 111 milhões.


O Brasil está devendo para o Parlasul, o Instituto de Políticas Públicas de Direitos Humanos, o Tribunal Permanente de Revisão e o Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul.

Os parlamentares brasileiros na entidade já convocaram o ministro do Planejamento para explicar a posição do Governo brasileiro e para cobrar uma posição.



© AFP 2018 / JUAN MABROMATA

Ex-líder chileno: 'Brasil complica a vida do Mercosul'Sputnik Brasil conversou com o deputado Celso Russomano (PRB-SP), presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul. Segundo o político, a situação financeira do Brasil junto às entidades do bloco está sendo resolvida.



O interlocutor da Sputnik explicou que os deputados do Parlasul têm informado os atrasos ao governo brasileiro desde dezembro do ano passado.

A sede da RBPM foi cedida aos representantes brasileiros pelo governo uruguaio, o que reduziu os custos. No entanto, sobram outras despesas, como funcionários, serviços públicos e administrativos. No total, os custos variam entre 130 e 140 mil dólares por mês.

"Estamos com dificuldades financeiras. O Brasil deve alguma coisa de 2016, o total de 2017, e em 2018 não foi feito o aporte", alertou Russomano.

A situação, entretanto, parece estar mudando, afirmou o deputado. Após cobranças dos deputados, o ministério do planejamento realizou um primeiro depósito ainda na sexta-feira e prometeu entregar na semana que vem um cronograma de desembolso das outras parcelas para ficar em dia com Mercosul.

Segundo o interlocutor da agência, Mecosul é muito importante para o Brasil e os brasileiros. O bloco econômico, juntando todos os seus membros, soma uma população que supera 300 milhões de pessoas, fortalecendo as posições no diálogo com Nafta e União Europeia.

"Acredito muito na união desses países. Só assim teremos de fato força para discutir hoje com um bloco como a União Europeia, agregando uma quantidade imensa de países e uma população extraordinariamente grande", argumentou o Russomano.

"Por sermos um bloco, somos respeitados. Se não mantermos esse bloco, teremos sérios problemas no mundo globalizado, onde as discussões são pautadas pela força econômica", concluiu.

Estado brasileiro, a eterna vaca leiteira

DW


O próximo governo vai ter que cortar gastos estatais, senão a ameaça é de inflação galopante. Mas os brasileiros não parecem dispostos a engolir essa pílula amarga.





Respostas da população á greve de caminhoneiros foram ambíguas


A greve dos caminhoneiros teve o apoio da maior parte da população brasileira: 87% foram a favor do bloqueio das estradas por 11 dias, mesmo que a maioria tenha logo ficado sem combustível nem gás de cozinha, e nos supermercados os alimentos tenham rareado.

Achei isso surpreendente, até porque o governo cedeu logo às exigências dos motoristas. Mais espantoso, porém, eu achei uma outra constatação da sondagem do fim de maio: 87% dos brasileiros eram contra as concessões aos grevistas serem financiadas via impostos ou aumento no preço da gasolina.

A conta deveria... sim, ser paga por quem? O Estado, a Petrobras? Pois isso só pode querer dizer que todos os brasileiros terão que pagar impostos mais altos para cumprir as exigências da classe, sejam elas justas ou não.

Duas semanas mais tarde, afinal de contas, dois terços dos consultados achavam que, no total, a greve tinha trazido mais danos do que vantagens. O que certamente tem a ver com o fato que, desde então, ficaram bem mais altos os preços da gasolina e do gás, assim como da maior parte dos alimentos, e permanecem nesse nível elevado.

Eu me pergunto se essa insatisfação com o resultado da greve pode ser uma primeira indicação de que lentamente os brasileiros se dão conta de que gastos estatais crescentes acabam sendo pagos por eles mesmos, de que a conta não é paga num passe de mágica por um poderoso Estado.


Alexander Busch

Pois os gastos do Estado no Brasil, que há 15 anos aumentam sem parar, são até agora pagos com dívidas e impostos. Se o próximo governo não conseguir reduzir seus gastos (ou aumentar ainda mais as arrecadações), no médio prazo nada restará ao país senão amortizar o déficit através da inflação, como o país já fez várias vezes em sua história, para sanear o orçamento público. Com altos custos sociais, pois a inflação atinge sobretudo os pobres.

Não tem que ser assim. Martin Raiser, do Banco Mundial no Brasil, divulgou recentemente um estudo mostrando que seria possível reduzir os gastos públicos, sem incrementar a taxação já alta. Seria possível poupar 5% do PIB cortando despesas ineficazes, sem prejudicar os pobres. Pois os gastos do Estado brasileiro são profundamente injustos.

"O Estado tira dinheiro dos pobres e dá para os ricos, na forma de subsídios e estímulos à indústria", aponta Raiser. Os altos funcionários públicos – muito bem pagos e privilegiados, em comparação com o setor privado – contam entre os beneficiados do sistema tributário socialmente injusto, da mesma forma que os filhos dos mais abastados, que podem estudar de graça nas universidades federais. Dois terços dos estudantes das universidades estatais vêm dos 10% das famílias mais ricas do país. Além disso, setores inteiros são financiados com subsídios, sem qualquer plano nem controle. A lista vai longe.

Mas tenho dúvidas de que se vá chegar a um consenso político e mudar algo na relação entre os gastos estatais e os privilegiados – sobretudo quando vejo os meus amigos da classe média desempregados e subempregados.

Quanto mais perdura a crise da economia, mais promissor e atraente é para eles um emprego no Estado, com bom salário, segurança alta, numerosos privilégios e aposentadoria precoce e alta. Em vez de sacudir o sistema, todos preferem tentar se acomodar sob as asas do Estado.

Eu temo que, no médio prazo, o Brasil vai mais uma vez sanear o orçamento público com um choque inflacionário – com consequências sociais e políticas potencialmente explosivas. Tomara que eu esteja enganado.

Há mais de 25 anos o jornalista Alexander Busch é correspondente de América do Sul do grupo editorial Handelsblatt (que publica o semanário Wirtschaftswoche e o diário Handelsblatt) e do jornal Neue Zürcher Zeitung. Nascido em 1963, cresceu na Venezuela e estudou economia e política em Colônia e Buenos Aires. Busch vive e trabalha em São Paulo e Salvador. É autor de vários livros sobre o Brasil.

"Para alguém de fora, fragmentação no Brasil assusta"

Em entrevista à DW, diretora de fundação alemã diz ser impressionante, para uma observadora estrangeira, atual descrédito da classe política e explica por que vê diferença entre ascensão da direita brasileira e europeia.





A diretora do escritório da Fundação Heinrich Böll no Rio de Janeiro, Annette von Schönfeld, considera o governo Temer um produto "das elites para as elites”, que leva a ONG vinculada ao Partido Verde alemão a repensar sua área de atuação dentro contexto político do país.

"Não existe muito interesse do atual governo em ouvir entidades de representação da sociedade civil. Isso faz com que tenhamos que redirecionar um pouco nosso foco”, afirma.

Durante palestra promovida nesta quinta-feira (14/06) em Berlim pela Sociedade Brasil-Alemanha, ela falou sobre a fragmentação do atual panorama político brasileiro, a poucos meses das eleições presidenciais.

Em entrevista à DW, a analista diz ser assustador o atual descrédito da classe política em um país marcado por uma série de escândalos de corrupção e explica por que considera a prisão de Lula e o impeachment de Dilma Rousseff frutos de condenações "meramente políticas”.

Deutsche Welle: Como tem visto essa polarização que existe atualmente no Brasil, nas vésperas da eleição presidencial?

Annette von Schönfeld: O Brasil mudou muito nos últimos 20 anos. Mas não acredito que a sociedade esteja tão rigidamente polarizada. O Brasil é um país em que as pessoas tentam entrar num diálogo. Há uma direita que está forte, que apoia o pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro. Mas eu não posso dizer com convicção que Bolsonaro seja mesmo uma figura de liderança da direita.

Ele também é bastante criticado. Muitos o consideram politicamente interessante, mas não exatamente competente em todas as áreas. Ele mesmo diz, por exemplo, que não entende de economia e que tem que ser assessorado por bons conselheiros na área. Por isso, uma parcela do eleitorado não se diz convencida por ele. Ele é uma figura contraditória, e seu eleitorado é composto daqueles que querem uma melhoria econômica e isso tem menos a ver com uma opinião política.

Já a esquerda, que apoia o PT, está bastante apegada a sua campanha pela liberdade de Lula, o que parece ser algo sem perspectiva. Mas, assim, a direita e a esquerda não estão em luta direta. Eles são dois campos que não se combatem tão seriamente, mas que trilham seus próprios caminhos.

Algo que é assustador para alguém de fora a dimensão da fragmentação existente no Brasil e a perda de crédito do setor político de centro. Todo o campo político perdeu sua legitimidade de forma muito forte devido a todos esses casos de corrupção, e a população perdeu a confiança nos políticos enquanto classe que decide os rumos do país.

É possível comparar a radicalização do cenário político brasileiro com o que acontece na Europa, com os movimentos populistas de direita, como o partido alemão AfD, ou mesmo com os EUA de Donald Trump?

Bolsonaro tem muitos partidários jovens, ele tem mensagens curtas, usa bastante o Twitter, como Trump. Também é polêmico, ele aborda muitos problemas de forma não muito construtiva. Eu acho que ele dá poucas soluções, ele prefere ser contra dar novas sugestões. Ele tem o discurso de que o Brasil precisa crescer, e que essa crise tem que ser superada e que ele quer superá-la. Mas acho que ele tem pouco conteúdo que pudéssemos citar.


Annette von Schönfeld é desde março de 2017 diretora do escritório da Fundação Heinrich Böll no Brasil

Por outro lado, não há xenofobia no Brasil, também não há, de fato, um problema relevante de refugiados ou uma crise de identidade como nação. Quer dizer, o Brasil não tem pretensões de ser grande novamente em relação a outros países. O país está em crise, mas não há um apelo para que esta crise seja superada através de nacionalismo. E esse é uma grande diferença daquilo que conheço entre a direita na Europa.

Há uma maciça crise econômica, há um grande medo de empobrecimento e também há uma grande perda de confiança na tradicional elite política, e as pessoas procuram alguém que possa restabelecer a ordem. E é essa brecha que ele tenta usar e consegue ter bastante sucesso em seu discurso.

Você diz que parceiros da Fundação Heinrich Böll no Brasil têm sido enfraquecidos devido ao pouco interesse do governo Temer em grupos de representação da sociedade civil. Como sua entidade está se direcionando nesse atual panorama político?

Temos que nos adaptar atualmente. Há problemas que se acirraram, como nos campos dos direitos humanos e da segurança. Ativistas políticos são perseguidos de outras formas, não necessariamente diretamente pelo governo, mas de outra forma.

Por exemplo, na Amazônia, as disputas por terra aumentaram. E ativistas do meio ambiente realmente vivem sob ameaça crescente. Apoiamos, por exemplo, grupos de advogados que auxiliam judicialmente essas pessoas. Também apoiamos grupos da sociedade civil que tentam fazer trabalho de lobby em temas do meio ambiente, direitos humanos, direitos da mulher, por exemplo.

Nós contatamos que, sob o governo Temer, esse trabalho de lobby perdeu muito em relevância da perspectiva da sociedade civil em relação ao que era possível durante o governo do PT, no que diz respeito ao diálogo com representantes políticos.

Agora, temos que escolher ouras estratégias por causa das eleições, que fazem com que tenhamos que aguardar para ver quem vai ser eleito e para ver que novos tipos de movimentos poderemos apoiar.

Da perspectiva alemã, que candidato oferece uma melhor perspectiva de intercâmbio com a Alemanha e com o exterior?

Acho que possivelmente todos teriam um bom diálogo com o exterior. Também é quase certo que o PT não chegará ao segundo turno com um candidato próprio, porque Lula, muito provavelmente, não poderá se candidatar. Mas toda a coalizão que estiver mais no lado da esquerda e centro-esquerda tem, com certeza, outro entendimento de participação da sociedade civil. Porque esses partidos acreditam que políticos precisam de aconselhamento e que aconselhamento a partir de representantes da sociedade civil é algo enriquecedor.

Por que você acredita que o impeachment contra Dilma Rousseff e a prisão de Lula são processos meramente políticos?

Na minha opinião, as acusações feitas a Dilma não são muito distantes das práticas políticas de muitas instituições políticas. A manobra orçamentária de que ela foi acusada é algo que foi criminalizado no caso dela, mas que não foi criminalizado quando praticado por muitos outros políticos. E isso foi criminalizado por motivos políticos, porque uma elite de direita e conservadora achou que conseguiria, com essas acusações, obter uma maioria para aprovar um processo de golpe parlamentar, o que realmente aconteceu. Havia uma crise econômica que foi mal gerenciada por Dilma Rousseff, uma crise que dura até hoje. Acho que as elites acharam que conseguiriam rapidamente reverter tudo o que havia sido feito, conseguindo sair da crise rapidamente, não necessariamente para proveito da população, mas sim da parte economicamente mais privilegiada – e acho que isso não funcionou. Mas, para mim, constitui golpe tirar alguém do poder por motivos meramente políticos. Alguém que, na verdade, não fez nada de mais.

No processo contra Lula, há uma dinâmica política bastante parecida. Ele foi condenado por causa de um apartamento que seria seu, mas essa condenação é apoiada em indícios bastante frágeis, que não teriam sido suficientes no caso de haver outra constelação política. É possível discordar sobre se ele sabia ou não dos casos de corrupção, embora pareça improvável que ele não soubesse de algumas coisas, mas ele não foi condenado por isso. As provas para sua condenação são bastante inconsistentes. Ele também está na liderança isolada das pesquisas de intenção de voto, e tudo isso leva a crer que este seja um caso de condenação política.

No começo de sua palestra em Berlim, você falou que o governo Temer é um governo da elite para a elite. Por quê?

Os poderosos tradicionais no Brasil se irritaram bastante quando o PT conseguiu chegar ao poder, temeram grandes perdas e tinham a ilusão que, se eles próprios chegassem ao poder, conseguiriam estar muito melhor economicamente. Lula é politicamente muito hábil, e o Brasil viveu um período de crescimento econômico durante o seu governo, fazendo com que as elites não tivessem muito a reclamar.

Então veio a crise, e no começo se tentou, no âmbito desta crise, tirar o PT do poder. Porque, apesar do crescimento econômico, o PT continuava sendo uma pedra no sapato da elite. Então, ela esperou o momento certo, a brecha certa para conseguir tirar o PT do poder. E os pacotes de reformas que foram implementados depois foram fortemente centrados em se desfazer muitas conquistas dos trabalhadores, ou em retroceder programas como os de acesso à educação ou à saúde das pessoas para os menos favorecidos.

Muitos programas foram, se não totalmente cancelados, pelo menos bastante reduzidos. Quando, por exemplo, órgãos como a Funai, responsável por reservas indígenas, são reduzidos, são abertas portas para uma outro tipo de política. E, outro exemplo, a reforma trabalhista não é só uma reforma, mas um retrocesso de 30 anos para o país, no que diz respeito às conquistas sociais para os trabalhadores. E essa radicalidade com que se tenta retroceder politicamente me leva a dizer que o governo é feito de elites para as elites, porque eles querem ter o país de volta ao que era antes.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Donald Trump e Kim Jong Un se encontram em aperto de mão histórico em Singapura

Veja

AO VIVO: Encontro histórico entre Trump e Kim Jong-un ocorre em Singapura
Pela primeira vez na história, um presidente em exercício dos Estados Unidos realiza cúpula com um líder da Coreia do Norte
Por Da Redação
access_time12 jun 2018, 03h25 - Publicado em 11 jun 2018, 20h34more_horiz


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano Kim Jong-un (Singapore/Handout/ReutersKorea Summit Press Pool/Getty Images)

Nesta terça-feira (12), em Singapura, pela primeira vez um presidente em exercício dos Estados Unidos e um líder da Coreia do Norte – um dos regimes mais fechados do planeta –, se encontraram. As negociações entre Donald Trump e Kim Jong-un tem como principal objetivo discutir a desnuclearização da Coreia do Norte após mais de um ano de tensões envolvendo os dois países, além de seus vizinhos Coreia do Sul e Japão.


VEJA acompanha ao vivo o encontro e a passagem dos dois líderes pela pequena cidade-Estado de Singapura, que sedia o evento.

03h25: Trump diz que convidará Kim Jong-un para visita aos Estados Unidos

Falando momentos depois que os dois líderes assinaram uma declaração conjunta, Donald Trump afirmou que desenvolveu um “vínculo muito especial” com Kim Jong-un. “Foi uma honra estar com você”, disse ao líder norte-coreano.

Quando perguntado se ele convidaria Kim para uma visita à Casa Branca, Trump respondeu: “Absolutamente, eu vou.”


Diante das bandeiras dos Estados Unidos e da Coreia do Norte, onde começaram o dia histórico, Trump e Kim apertaram as mãos uma última vez.

“Ele é um negociador digno”, disse Trump aos repórteres reunidos. “Ele está negociando em nome de seu povo.”
03h17: Trump e Kim Jong-un já deixaram local do encontro

As delegação de Kim Jong-un e Donald Trump já deixaram o Capella Hotel, na ilha Sentosa, em Singapura. O ditador norte-coreano e o presidente americano se reuniram durante toda a manhã (horário local) e participaram de um almoço.

Os líderes também assinaram uma declaração conjunta. Os detalhes do documento ainda não foram divulgados.
02h53: Trump e Kim assinam declaração em Singapura
 
REUTERS/Jonathan Ernst

REUTERS/Jonathan Ernst (Jonathan Ernst/Reuters)

Líderes assinaram uma declaração, após seu histórico encontro em Singapura. Segundo o presidente americano, este é um “documento muito importante, um documento bastante abrangente”.

Trump, contudo, não deu detalhes sobre o conteúdo da declaração.

Já o líder norte-coreano afirmou que reunião foi “histórica”. “Decidimos deixar o passado para trás”, disse.
02h38: Encontro é notícia em todo o mundo

O histórico encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, é manchete em todo o mundo. Grandes veículos como The New York Times, The Guardian, Le Monde e The Economist dão destaque para a reunião em Singapura.
01h51: Trump e Kim devem assinar documento em breve
O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, caminha com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante pausa nas conversações no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, caminha com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante pausa nas conversações no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Anthony Wallace/AFP)

Após o almoço, Kim e Trump se dirigiram à imprensa em um dos jardins do Capella Hotel. O presidente americano afirmou que os dois iriam assinar um documento.

Um repórter perguntou o que eles iriam assinar. Trump respondeu: “Vamos anunciar isso em alguns minutos”
01h36: Conheça o cardápio do almoço entre Trump e Kim Jong-un
Trump e Kim Jong-un almoçam em Singapura após encontro bilateral

Trump e Kim Jong-un almoçam em Singapura após encontro bilateral (Reprodução/Twitter)

O repórter da agência de notícias Associated Press, Zeke Miller, divulgou uma cópia do cardápio do almoço que será oferecido às delegações dos Estados Unidos e da Coreia do Norte. Entre as opções de pratos estão comidas típicas coreanas, malásias e chinesas.
01h05: Delegações participam de almoço oficial após reuniões

Donald Trump e Kim Jong-un agora participam de um almoço oficial no Capella Hotel em Singapura, ao lado de suas delegações.

Os líderes já se reuniram por 48 minutos em um encontro privado e por volta de 1h30 em uma reunião com outros membros de seus governos.

Trump e Kim comerão em uma longa mesa, decorada com flores verdes e brancas. Quando os líderes entraram na sala para sua refeição, muitos fotógrafos registravam o momento. O presidente americano brincou sobre querer aparecer bem em uma “bela foto”.
00h53: Trump e Kim fazem história com reunião em Singapura
O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, posa para foto ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes da reunião no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, posa para foto ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes da reunião no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Saul Loeb/AFP)

Donald Trump e Kim Jong-un, de trajetórias e estilos radicalmente diferentes e com mais de 30 anos de diferença, conversaram cara a cara, com o auxílio de seus intérpretes, durante 40 minutos.
00h23: Muitas pessoas vão pensar que estamos em um “filme de ficção científica”, diz Kim a Trump
O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, cumprimenta o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início da histórica cúpula entre os dois países, no Hotel Capella, na Ilha de Sentosa, em Singapura

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, cumprimenta o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início da histórica cúpula entre os dois países, no Hotel Capella, na Ilha de Sentosa, em Singapura (Saul Loeb/AFP)

Após sua reunião privada com Donald Trump, Kim Jong-un afirmou ao presidente americano que muitas pessoas provavelmente não acreditarão no que está acontecendo neste momento em Singapura.

“Muitas pessoas no mundo vão pensar nisso como uma forma de fantasia… de um filme de ficção científica”, disse o norte-coreano a Trump, por meio de um tradutor, enquanto os dois líderes caminhavam pelos corredores do Capella Hotel.
00h12: Dennis Rodman se emociona com encontro entre EUA e Coreia do Norte

Dennis Rodman, ex-astro da NBA, se emocionou ao falar sobre o histórico encontro entre o norte-coreano Kim Jong-un e o presidente Donald Trump em uma entrevista à emissora CNN.

Rodman diz ser amigo de Kim e já esteve em Pyongyang cinco vezes. O jogador de basquete viajou para Singapura para o encontro desta terça (12), apesar de não ter sido convidado para a cúpula.

Na entrevista para a CNN, Rodman disse que sempre se empenhou em ajudar a Coreia do Norte e chegou a ser ameaçado por defender Kim Jong-un. “É um ótimo dia. Estou aqui para ver. Estou muito feliz”, disse ele, emocionado.

O americano disse ter recebido uma ligação da secretária de Trump dizendo que o presidente estava orgulhoso dele.



23h53: Kim não respondeu se está disposto a se desfazer de armas nucleares

Após seu encontro privado, Donald Trump e Kim Jong-un pararam por um breve momento para falar com os jornalistas reunidos no Capella Hotel, em Singapura.

Trump disse que sua reunião a portas fechadas com o líder norte-coreano foi “muito, muito bem”. Kim, por sua vez, não respondeu a um repórter que perguntou se ele estaria disposto a se desfazer de suas armas nucleares.

Contudo, no início do encontro com as delegações, Kim comentou que estava grato por estar ali para “falar de temas importantes” e prometeu que colaborará com Trump, que garantiu: “Vamos trabalhar para resolver os problemas juntos”.

A expectativa é que o segundo encontro dure 1h30.
23h36: Ao lado de Kim Jong-un, altura de Trump chama a atenção

O principal tema das negociações entre Donald Trump e Kim Jong-un é o programa nuclear de Pyongyang. Porém outro detalhe chamou a atenção do mundo: a diferença de altura entre os dois líderes.

Trump tem 1,90, segundo o médico oficial do presidente. Já Kim mede 1,70 metros, de acordo com o governo norte-coreano. Porém, assim como outros dados pessoais do líder da Coreia do Norte, não é possível confirmar se a informação é exata.


(Jonathan Ernst/Reuters)
23h23: “Estou ansioso para continuar trabalhando com você”, diz Trump a Kim Jong-un

Após trocarem mais um aperto de mãos, Trump e Kim se reuniram para mais negociações. “Nós seremos bem-sucedidos”, afirmou o presidente americano ao norte-coreano no início das conversas com suas delegações. “E eu estou ansioso para continuar trabalhando com você”, disse.

23h13: Blog do Noblat – Ditador da Coreia do Norte sai no lucro

Dê no que der, o encontro que mal começou em Singapura entre Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Kim Jong-Un, ditador da Coreia do Norte, quem sairá ganhando mais é o “pequeno homem foguete”, assim tratado até recentemente pelo governo americano.

Kim já obteve o que mais desejava, e o que seu pai, que o antecedeu no cargo, buscou e não conseguiu – o reconhecimento do seu regime pela maior potência mundial, a retirada da Coreia do Norte do isolamento e sua admissão ao time dos países que de fato importam.
22h57: Trump e Kim se reúnem com suas delegações para mais negociações
 
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aperta a mão do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, durante reunião bilateral no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aperta a mão do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, durante reunião bilateral no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Jonathan Ernst/Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, encerraram sua reunião privada e se juntaram às suas delegações para mais negociações.

Do lado americano, além de Trump estão o secretário de Estado Mike Pompeo, o Conselheiro de Segurança Nacional John Bolton e o Chefe de Gabinete John Kelly. Já ao lado de Kim estão Kim Yong Chol, principal diplomata norte-coreano, Ri Yong Ho, ministro das Relações Exteriores, e Ri Su Yong, vice-presidente do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores.

A conversa privada entre os dois líderes durou apenas 35 minutos. Ao deixaram a sala onde se reuniam, os dois estavam sorridentes e caminharam juntos conversando até o próximo compromisso.
22h50: Veja as primeiras fotos do histórico encontro entre Donald Trump e Kim Jong-un



21/21O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, cumprimenta o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início da histórica cúpula, no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Jonathan Ernst/Reuters)


1/21O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, cumprimenta o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início da histórica cúpula, no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Saul Loeb/AFP)


2/21O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, assinam documentos após encontro no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Saul Loeb/AFP)

3/21O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, assinam documentos após encontro no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Jonathan Ernst/Reuters)


4/21O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, caminham depois do almoço no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Susan Walsh/Reuters)


5/21O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, caminham depois do almoço no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Saul Loeb/AFP)


6/21O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, caminha com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante pausa nas conversações no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Anthony Wallace/AFP)



7/21O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, caminham depois do almoço no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Jonathan Ernst/Reuters)


8/21Trump e Kim Jong-un almoçam em Singapura após encontro bilateral (Reprodução/Twitter)


9/21O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aperta a mão do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, durante reunião bilateral no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Jonathan Ernst/Reuters)


10/21O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, durante reunião bilateral no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Jonathan Ernst/Reuters)


11/21O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aperta a mão do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un durante encontro histórico no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Saul Loeb/AFP)


12/21O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reúne com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un durante encontro histórico no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Saul Loeb/AFP)


13/21O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, caminha ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes da reunião no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Saul Loeb/AFP)


14/21O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, cumprimenta o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início da histórica cúpula entre os dois países, no Hotel Capella, na Ilha de Sentosa, em Singapura (Saul Loeb/AFP)


15/21O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, cumprimenta o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início da histórica cúpula entre os dois países, no Hotel Capella, na Ilha de Sentosa, em Singapura (Saul Loeb/AFP)


16/21O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, durante reunião bilateral no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Jonathan Ernst/Reuters)


17/21O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, cumprimenta o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início da histórica cúpula, no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Saul Loeb/AFP)


18/21O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, cumprimenta o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início da histórica cúpula, no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Saul Loeb/AFP)


19/21O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, posa para foto ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes da reunião no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Jonathan Ernst/Reuters)


20/21O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, posa para foto ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes da reunião no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Saul Loeb/AFP)


21/21O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, cumprimenta o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início da histórica cúpula, no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Jonathan Ernst/Reuters)


1/21O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, cumprimenta o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início da histórica cúpula, no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura (Saul Loeb/AFP)
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22h43: ‘Trump está totalmente preparado para reunião com Kim’, diz Pompeo

O Secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse nesta segunda-feira (11) durante coletiva em Singapura que Trump está “totalmente preparado” para a reunião. Segundo Pompeo, as discussões de Washington com a Coreia do Norte estão progredindo rapidamente e deverão ser concluídas antes do esperado.
22h36: Líderes participam de reunião privada

Donald Trump e Kim Jong-un estão participando de uma reunião privada neste momento, apenas com a presença de dois tradutores na sala.

O tema principal da conversa deve ser o programa nuclear norte-coreano. Trump espera convencer Kim a desistir de suas armas.

O encontro deve durar por volta de 1 hora. Posteriormente, os líderes se encontrarão com suas delegações para um reunião maior.
22h29: Sentado ao lado de Kim Jong-un, Trump prevê que encontro será um sucesso

Falando a repórteres após seu primeiro aperto de mão, Trump e Kim Jong-un se mostraram otimista para as negociações.

O presidente americano afirmou esperar que a reunião histórica seja “tremendamente bem-sucedida”. “Teremos um ótimo relacionamento pela frente”, disse.

Kim Jong-un reconheceu os muitos “obstáculos” para o encontro em Singapura. “Nós superamos todos eles e estamos aqui hoje”, disse ele, por meio de um tradutor.



22h10: Trump e Kim Jong-un trocam aperto de mãos antes de encontro
 

Kim Jong-un e Donald Trump se cumprimentam durante encontro em Singapura

Kim Jong-un e Donald Trump se cumprimentam durante encontro em Singapura (Foto/Reprodução)
22h04: Momentos antes de início de encontro entre Kim Jong-un e Donald Trump em Singapura, conselheiro-chefe para assuntos econômicos da Casa Branca sofreu um infarto

Trump utilizou sua conta pessoal no Twitter para avisar que Larry Kudlow infartou.



21h56: Do ópio ao ápice: a espantosa transformação de Singapura

Por Vilma Gryzinski em Mundialista (11 de junho às 11h28)

A cidade-nação passou de ilhas miseráveis que ninguém queria para país rico e de altíssimo nível educacional com versão própria do capitalismo autoritário



Ao desembarcar em Singapura para o encontro com Donald Trump, o jovem ditador hereditário da Coreia do Norte praticamente mudou de planeta.

Entre a miséria do país de Kim Jong-Un e o esplendor da cidade-estado, acreditem, existem aspectos em comum. Pouco mais de meio século atrás, havia um grande número de comunistas entre a população chinesa de Singapura – 73% do total.

Tal como Baby Kim, o primeiro-ministro de Singapura, Lee Hsien Loong, também é um “filho de” – embora mais de um jornal do mundo tenha sido processado por insinuar que chegou ao cargo menos por mérito e mais por força do pai, o legendário LKY, como ficou conhecido.

Tudo o que se diz sobre Singapura é verdade: é proibido mascar chiclete, comer ou tomar água no metrô, servir bebidas depois das 22,30 horas em qualquer lugar.

Tráfico de drogas dá pena de morte obrigatória acima de determinadas quantidades. Em alguns anos, nem é preciso aplicá-la, por falta de criminosos. Apesar de campanhas internacionais contra, 95% dos habitantes de Singapura querem que a pena seja mantida.

Carros são inacessíveis mesmo para os ricos. Os apartamentos são todos iguais e é preciso entrar na fila do governo, com muito mais candidatos, claro, especialmente para um país com 57 mil dólares de renda per capita, ou 90 mil pelo critério paridade do poder de compra – terceiro lugar no mundo.

Desembarcar no aeroporto de Chengi já é uma experiência surreal para a maioria dos viajantes de outros países.

Vai ficar mais ainda no ano que vem, com a inauguração de um novo complexo, um domo de vidro e aço com jardins e floresta interna equivalente a cinco andares de altura.

Uma cachoeira circular despencará do centro da estrutura, espargindo gotículas tranquilizadoras e quebrando recordes como a mais alta do mundo em ambiente fechado.

Para brasileiros, nada impressiona mais em Singapura do que as lojas fechadas apenas com uma corda, como na entrada dos cinema antigamente, ou coberturas de plástico para proteger as mercadorias da poeira.

No ano passado, o país bateu o recorde de 135 dias sem nenhum crime, nem um simples furto de celular. Quem é pego nesse delito – coisa fácil, pois nem um passo é dado sem que as câmeras de segurança vejam – pega de um a sete anos de cadeia.

Com uma única riqueza natural, o porto de águas profundas na entrada do Estreito de Málaca, rota de 40% do comércio marítimo mundial, Singapura foi em 50 anos de lugar miserável a vitrine do capitalismo autoritário.

A mistura única de meritocracia e confucionismo, mão dura e cabeça nas nuvens, intervencionismo, padronização e rigor necessários para disciplinar a vida num país de 720 quilômetros quadrados, sem contar o incentivo tradicional das famílias chinesas aos estudos dos filhos, produzindo o melhor sistema educacional do mundo por critérios da OCDE, é, evidentemente, irreproduzível.

A história de Singapura qualificaria o país para ficar no limite do lixo. O vício do ópio, trazido por trabalhadores chineses durante o colonialismo inglês, ultrapassou vastamente as fronteiras do século 19.

É que inacreditável, mas a foto acima é de 1941. Mostra um antro de ópio, droga já então usada muito além das fileiras dos humildes trabalhadores braçais que a usavam para amenizar as dores musculares do regime quase que de escravidão.

Quando Singapura foi expulsa da Malásia, à qual havia se juntado numa breve e infeliz experiência, entre 1963 e 1965, Lee Kwan Yew, o homem das iniciais, em lugar de celebrar a independência, chorou de tristeza.

A separação foi exigida pelo governo da Malásia, preocupado com os ataques violentos da população original minoritária, etnicamente malaia, contra cingaporeanos chineses, iniciados numa comemoração do dia do aniversário do profeta Maomé. E com os tais comunistas que cresciam entre essa população.

A renda per capita da Malásia hoje é cerca de um décimo da de Singapura.

Devido à origem da população majoritária, Singapura tem muito em comum com Taiwan, ou Formosa, com Hong Kong e com a própria experiência de capitalismo autoritário sob controle do Partido Comunista da China.

Mas aeroportos com floresta ninguém no mundo tem.
21h49: Sucesso de encontro Kim-Trump depende de garantias de desnuclearização

Por Julia Braun (10 de junho às 8h00)

Kim Jong-un não mostra ainda evidências concretas de que está disposto a acabar com programa nuclear norte-coreano

Poucas vezes na história moderna uma reunião entre lideranças internacionais gerou tanta incerteza e expectativa como o encontro planejado para a próxima terça-feira (12) em Singapura entre Donald Trump e Kim Jong-un.

Os Estados Unidos necessitam de garantias concretas para confiar nos norte-coreanos e fazer concessões ou todo esforço pode ser perdido. Porém, até agora, Kim Jong-un não conseguiu provar ao mundo que está, de fato, comprometido com a desnuclearização.

“Os norte-coreanos podem assinar uma declaração mais ampla, mas não assinarão nada que os convoque a abandonar todas as suas armas nucleares existentes”, afirma o professor e especialista em política coreana da Universidade Católica da América, em Washington, Andrew Yeo, sobre um possível acordo a ser assinado no dia 12.

Kim Jong-un já afirmou que acredita em uma negociação por etapas, que só será concluída após muitos encontros como o desta semana. Especialistas também concordam que este pode ser um processo longo, com muitos altos e baixos.

O próprio presidente Trump admitiu, em coletiva de imprensa na última quinta-feira (07), que estará “totalmente pronto para cair fora” das negociações, se for necessário. Sua administração já deixou claro que a desnuclearização total da Coreia do Norte é o único cenário que irá aceitar.

A Casa Branca reconhece ser o encontro do dia 12 apenas o primeiro passo de uma longa negociação. Após 25 anos de tentativas fracassadas de diálogo sobre o programa nuclear de Pyongyang, os Estados Unidos sabem que é fácil colocar tudo a perder.
Acordo

Trump já afirmou que poderia assinar uma declaração de paz com os norte-coreanos. Porém, depois de apenas um encontro, o documento seria puramente simbólico, já que um pacto definitivo, que inclua um armistício, exigiria negociações com outros atores, como Coreia do Sul, Japão e China.

Em um futuro acordo, que pode levar meses para ser concluído, os americanos definitivamente exigiriam que a resolução seguisse o modelo que ficou conhecido como CVID, sigla em inglês para “completo, verificável e desnuclearização irreversível”. A expressão foi cunhada pelo Departamento de Estado após a posse de Mike Pompeo. Porém, os esforços de verificação e monitoramento com certeza seriam um problema.

“Em troca, os Estados Unidos prometeriam medidas para garantir a segurança do regime norte-coreano e para apoiar e investir economicamente no país”, diz Kim Hyun-wook, professor da Academia Nacional Diplomática da Coreia.
21h26: Recapitulando a história – Destino do navio USS Pueblo será trofeu ou sinal de derrota para Trump

(de 11 de junho às 17h56)

Trump será primeiro presidente em exercício dos EUA a reunir-se com o líder norte-coreano; Jimmy Carter fez acordo com Kim Jong-Il em 1994

Tópico menos mencionado da agenda do encontro entre o presidente dos Estados Unidos e o líder da Coreia do Norte, o destino do USS Pueblo será um trofeu tão importante para Donald Trumpquando o compromisso de Kim Jong-Un destruir seu programa nuclear. O USS Pueblo, navio-espião americano que hoje serve como museu em Pyongyang, é um dos temas épicos do conflito entre as duas Nações.

Pressionado por setores conservadores, que ainda se lembram do caso e que estão na base de seu apoio, Trump quer o navio de volta para casa. Kim dificilmente quererá se desfazer desse símbolo de triunfo sobre os Estados Unidos.

Sob a alegação de realizar estudos hidrográficos na costa da Coreia do Norte, o navio da Marinha americana foi cercado e tomado pelas Forças Armadas norte-coreanas em janeiro de 1968. Enquanto ainda sob cerco, o capitão Loyd Bucher ordenou a queima de todos os documentos confidenciais. Aquela foi a primeira vez, desde 1807, que um navio de guerra americano fora tomado por forças inimigas. No confronto, 14 marinheiros foram feridos e um deles morreu.
Tripulação do USS Pueblo

Tripulação do USS Pueblo (Bettmann/Getty Images)

A tripulação, com 83 membros, tornou-se prisioneira de Pyongyang por 11 meses. Sob pressão internacional, o então líder norte-coreano, Kim Il-Sung, avô de Kim Jong-un, autorizou a libertação dos presos, entregues na Ponte de Não Retorno da Zona Desmilitarizada, na fronteira entre as duas Coreias. A liberação ocorreu apesar de um incidente que a poderia ter abortado.

Em dezembro de 1969, Kim Il-Sung aceitara a proposta de fotografar os prisioneiros, para comprovar aos Estados Unidos que eles estavam bem. A revista Time incumbiu-se da tarefa. Posando em uniforme, com os rostos tranquilos, os marinheiros cruzaram os dedos de forma a mostrar o médio – um sinal de que estavam perdidos ou de mandavam ao inferno Pyongyang ou até mesmo Washington.

Os norte-coreanos perceberam mas demoraram para interpretá-lo. Quando cientes do significado, iniciaram a “semana do inferno”, como os prisioneiros descreveram posteriormente a intensificação das torturas.

“Com toda a sinceridade, nunca achei que alguma vez nos libertassem. Talvez libertassem alguns marinheiros, mas tinha como certo que não iam me libertar”, disse Eddie Murphy, em entrevista ao jornal português Observador.

Os prisioneiros foram devolvidos aos Estados Unidos pelo porto de San Diego e recebidos pelo então governador da Califórnia Ronald Reagan, posteriormente eleito presidente do país. O USS Pueblo jamais retornou aos portos americanos.
Jimmy Carter

Mesmo se conseguir extrair do líder norte-coreano um acordo razoável em Singapura, Trump não terá sido o primeiro. Em outubro de 1994, o então presidente Jimmy Carter assinou na Coreia do Norte um acordo de desarmamento nucler com Kim Jong-Il, depois da retirada de Pyongyang do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Segundo a Times, por meio desse acordo, o avô de Kim Jong-un se comprometeu a congelar as atividades atômicas e a desmantelar as suas instalações nucleares em troca da construção de duas usinas para a geração de eletricidade e de fornecimento de petróleo.

O acordo de Carter e Kim Jong-Il fracassou em 2002, quando os Estados Unidos acusaram a Coreia do Norte de conduzir enriquecimento de urânio. No ano seguinte, os Estados Unidos se engajaram nas negociações da Coreia do Sul, China, Japão e Rússia com a Coreia do Norte – o Acordo das Seis Partes. As conversas continuaram até 2008, quando o pai do atual líder, Kim Jong-il, aceitou acabar com seu programa nuclear. Não demorou um ano para Pyongyang retirar-se do acordo, em protesto contra a condenação internacional ao lançamento de um foguete de longo alcance por seu país.
20h48: Kim Jong-un faz primeira selfie de que se tem notícia durante visita ao Jardim Botânico de Singapura

Recluso, ditador norte-coreano aparece geralmente em fotos oficiais da mídia estatal

Um dos regimes mais fechados e menos democráticos do planeta, a Coreia do Norte é um enigma para muitos analistas estrangeiros. Mesmo a entrada de turistas é permitida a “conta-gotas” e com restrições diversas quanto a utilização de máquinas fotográficas, celulares, computadores ou acesso a Internet a partir do país.

Parte da paranoia do regime norte-coreano começa –e envolve– seu líder máximo, o ditador Kim Jong-un, que herdou o poder de seu pai, Kim Jong-il.

Submetida a uma série de sanções internacionais principalmente por conta de seu belicoso programa nuclear e de mísseis balísticos intercontinentais de longo alcance, a Coreia do Norte é impedida de comercializar ou manter contatos diplomáticos de alto nível com a maior parte dos países ocidentais.

Igualmente, seus líderes em geral e Kim Jong-un em particular, são impedidos de viajar para praticamente qualquer outro país.

Kim é tão recluso que pouco se sabe ao seu respeito: supõe-se que ele nasceu no dia 8 de janeiro, mas não há certeza sobre seu ano de nascimento, com fontes divergindo entre 1982, 1983 ou 1984 (ou seja, o ditador norte-coreano tem entre 34 e 36 anos de idade atualmente).

Em sua primeira visita oficial a Singapura, ele parece ter deixado de lado seu feitio ermitão e relaxado ao lado do chanceler e do ministro dos transportes do país que visita, posando para uma selfie ao lado de ambos – a primeira de que se tem notícia, ou que pelo menos tenha sido ampla e publicamente divulgada nas redes sociais.



13h20: Kim visita pontos turísticos de Singapura horas antes de reunião com Trump

Durante passeio, líder da Coreia do Norte tira selfie sorridente ao lado do chanceler de Singapura, Vivian Balakrishnan

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, que raríssimas vezes deixou a Coreia do Norte desde que assumiu o poder em 2011, está aproveitando seu compromisso em Singapura para conhecer os pontos turísticos da Cidade-Estado, apenas algumas horas antes de sua tão aguardada reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na noite desta segunda-feira (horário local), a primeira parada de Kim foi um parque à beira-mar com instalações futurísticas, o Gardens by the Bay, que ostenta a maior estufa de vidro e a maior cachoeira interna do mundo.

Policiais e transeuntes também foram vistos se reunindo do lado de fora do hotel Marina Bay Sands, cuja estrutura se assemelha a de uma prancha sobre três colunas na foz do rio de Singapura.

O Ministro de Relações Exteriores de Singapura, Vivian Balakrishnan, surpreendeu ao postar em seu Twitter uma selfie ao lado de um Kim sorridente, juntamente com o Ministro da Educação de Singapura, Ong Ye Kung.




O líder, cuja idade é estimada em 34 anos, não deixou seu país desde que assumiu o poder em 2011, a não ser para visitar a China e o lado sul-coreano da zona desmilitarizada da fronteira que separa as duas Coreias.

A delegação norte-coreana está aproveitando o luxo que uma das cidades mais ricas do mundo pode oferecer. Está hospedada no hotel cinco estrelas St. Regis, onde o lobby tem um piso de mármore, lustres extravagantes e grandes obras de artes penduradas nas paredes. O buffet de café da manhã custa 35 dólares por pessoa, o mesmo que a maioria dos norte-coreanos ganha em um mês.

Entre os cerca de 30 norte-coreanos vistos no café da manhã na segunda-feira, estavam alguns dos homens mais poderosos do regime, normalmente apenas vistos por observadores da Coreia do Norte em fotografias publicadas pela imprensa estatal enquanto se apresentam em eventos oficiais.

A reunião com o presidente americano será às 9h da manhã de terça-feira (12), no horário loca (22h desta segunda-feira no horário de Brasília). A Casa Branca informou mais cedo que os dois líderes conversarão a sós ao começo da cúpula.

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Kim visita pontos turísticos de Singapura horas antes de reunião com Trump

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CAPAZZ 11 jun 2018 - 23h07


O mundo civilizado quer Paz.
Tomara que os assessores destes dois trogloditas consigam selar a concórdia.






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