sábado, 2 de agosto de 2014

Americano infectado com o vírus Ebola chega aos Estados Unidos



Arquivo

Samaritan's Purse/AFP/Arquivos

(Arquivo) Foto divulgada por ONG mostra o dr. Kent Brantly perto da capital da Libéria, Monrovia, onde contraiu o vírus Ebola

Um dos dois americanos infectados na África pelo vírus Ebola chegou neste sábado aos Estados Unidos a bordo de um avião equipado para tratamento médico.

A aeronave com o médico Kent Brantly pousou na base aérea de Dobbins, perto de Atlanta (Geórgia) pouco antes das 11H50 (12H50 de Brasília), segundo o canal local WSB.

Brantly foi levado rapidamente para uma ambulância e conduzido ao hospital para receber tratamento.

De acordo com as imagens da televisão, Brantly viajou em um jato Gulfstream dentro de uma câmara de isolamento.

As imagens da televisão mostraram uma ambulância à frente de um comboio que transportou o enfermo ao hospital da Universidade Emory, onde ele será tratado em uma unidade especialmente concebida para receber pacientes em quarentena.

"Ele está físicamente separado de outras áreas com pacientes e tem equipamento e infraestrutura únicos, de alto nível de isolamento clínico", afirma um comunicado do centro médico de Emory.

A segunda vítima americana, a enfermeira Nancy Writebol, também retornará em poucos dias aos Estados Unidos.

"Agradecemos a Deus que estejam vivos e agora terão acesso aos melhor atendimento do mundo", disse o enfermeiro Franklin Graham, presidente dos Fundo Samaritano, organização para a qual Brantly trabalha.

Esta é a primeira vez que uma pessoa infectada pelo vírus Ébola está em território americano, mas as autoridades expressaram confiança em proteger a população de qualquer risco de transmissão do virulento agente patógeno, responsável por uma taxa de mortalidade de entre 60 e 90%, transmitido apenas por contato direto com fluidos corporais dos enfermos como o sangue e o suor.

Kent Brantly e Nancy Writebol contraíram o vírus na Libéria, um dos três países - ao lado de Serra Leoa e Guiné - que enfrentam uma epidemia sem precedentes, com 729 mortes e 1.300 casos de infecção desde março.

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